terça-feira, 26 de julho de 2011

Abraçando a ordem moral: o conselho matrimonial de Jane Austen

Chuck Colson
21 de julho de 2011 (Breakpoint.org/Notícias Pró-Família) — Os especialistas têm muitas ideias do motivo por que os casamentos se desmoronam. Mas uma das minhas respostas favoritas vem de alguém que deu um conselho literário sobre casamento — uns 200 anos atrás: Jane Austen.

A senhorita Austen tinha um olho prazerosamente satírico — uma maneira de olhar a vida que se refletia nas novelas dela. Mas conforme Benjamin Wiker aponta em seu recente livro “10 Books Every Conservative Must Read” (10 Livros que Todo Conservador Tem de Ler), Austen, filha de um pastor evangélico, também tinha uma forte essência bíblica de bom senso — principalmente no que se referia a relacionamentos românticos. Os livros dela refletem a ordem moral, e celebram o casamento.

Wiker observa que Austen viveu durante o início do movimento do romantismo. Os românticos viviam uma vida “definida pelas paixões do momento. Para eles, sentir era tudo”.

Na novela dela “Sense and Sensibility” (Razão e Sensibilidade), Austen descreve as consequências inevitáveis dessa maneira de olhar a vida. É a história de duas irmãs, ambas das quais se apaixonam profundamente. A irmã mais velha, Elinor, “aprendeu a governar e guiar suas paixões através da razão”, diz Wiker — e no final de tudo se casa com um homem de bom caráter.

Em contraste, a irmã mais nova, Marianne, se entrega a suas paixões sem se importar com a prudência. Embora Elinor avise Marianne para não entregar o coração dela a um jovem atencioso que ela mal conhece, para Marianne, comenta Wiker, “a paixão é a coisa principal. Os sentimentos têm de tomar o lugar da razão”. E “sendo uma criatura de sensibilidade, Marianne não tem juízo”, nenhum interesse em aprender bom juízo moral, que envolve “treinar os sentimentos por meio do hábito e da razão”.

Marianne tinha ainda de aprender o que C.S. Lewis ensinava: que a questão não é quais sentimentos por acaso tenhamos, mas quais sentimentos deveríamos ter. Portanto, diz Wiker: “Temos de nos educar a treinar nossos pensamentos e sentimentos a refletir de forma correta a real ordem moral”. Marianne não via nenhuma necessidade para isso — e essa é a razão por que, no tempo devido, o coração dela foi ferido pelo imprestável jovem pelo qual ela tinha com tanta pressa — e imprudência — se apaixonado.

Infelizmente, nossa cultura adotou a atitude de Marianne até à sua conclusão lógica — e trágica —, comenta Wiker. Como os românticos, o moderno esquerdismo celebra “a vitória da sensibilidade acima do bom senso, as paixões acima da razão, a auto-concentração acima do dever moral e a anarquia romântica acima da tradição”.

Jane Austen teria “com toda a justiça ficado horrorizada com nossa atitude de não dar atenção aos avisos dela, mas não teria ficado surpresa com os resultados” — inclusive, lamentavelmente, com o elevado índice de divórcios e a sedução de tantas jovens descuidadas nas mãos de homens de mau caráter.

Como seríamos mais felizes se tanto homens quanto mulheres tirassem o tempo para aprender bom juízo moral e controlar seus sentimentos mais impulsivos para refletirem a ordem moral. Em vez de se precipitarem de cabeça para o casamento, eles deveriam ir lentamente, convidando o conselho de pessoas sábias como pais, amigos e conselheiros de igreja.

Embora seja “uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma grande fortuna tem necessidade de uma esposa”, conforme Austin satiricamente fala — ela se certificaria de que seus leitores tivessem aprendido um objetivo mais sério: que a rota para a felicidade matrimonial é reconhecer que há uma ordem moral, e que nós a ignoramos por nossa própria conta e risco.

Publicado com a permissão de Breakpoint.org

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com



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domingo, 24 de julho de 2011

A felicidade, a ética e o direito

Orlando Braga | 19 Julho 2011   
          Artigos - Conservadorismo        

O "direito à felicidade", como justificação para as engenharias sociais que têm a ilusória pretensão de alterar a natureza humana, é uma das maiores fraudes éticas, ideológicas e políticas da modernidade, perpetradas pelo movimento revolucionário (neognosticismo).

A Itália acaba de rechaçar a lei esquerdista da eutanásia, depois de França, a Bulgária e a Polónia terem feito o mesmo. Alegadamente, os proponentes da lei da eutanásia fazem-no em nome da liberdade do indivíduo e, paradoxalmente, em nome do direito individual à felicidade - ou seja, não podendo o indivíduo ser feliz, terá, então, o direito a exigir da sociedade o seu aniquilamento.

Um fenómeno semelhante passou-se com o "casamento" homossexual e com guerra cultural subversiva pelos novos "direitos" dos gays. Talvez o argumento mais propalado pelo gayzismo e acolhido na opinião pública foi o de que "todos têm o direito à sua felicidade".

Eu sou a favor da valorização da opinião pública nas decisões políticas. Pior do que a opinião pública é corrermos o risco de cairmos em uma ditadura de sábios. G. K. Chesterton escreveu: "Without education, we are in a horrible and deadly danger of taking educated people seriously." (sem a educação, corremos um horrível e mortífero perigo de levar a sério as pessoas educadas). Porém, se perguntarmos a uma pessoa (qualquer que seja) o que é a felicidade, ela não saberá dizer o que é. A felicidade não tem definição: nem colectiva, nem individual.

O "direito à felicidade", como justificação para as engenharias sociais que têm a ilusória pretensão de alterar a natureza humana, é uma das maiores fraudes éticas, ideológicas e políticas da modernidade, perpetradas pelo movimento revolucionário (neognosticismo). Toda a ética que inclui na sua teoria o "direito à felicidade" (seja a felicidade individual, seja colectiva), é uma ética falsa e absurda. E toda lei positiva que preveja o "direito à felicidade" como seu fundamento, é um contra-senso que tem a sua origem em um sistema ético absurdo.

Santo Agostinho observou (e bem!) que todos os homens desejam ser felizes, e a felicidade define-se pela obtenção do maior prazer. Porém, a diversidade de objectos que os homens têm em vista no sentido de atingirem a mais elevada satisfação, revela bem que este desejo existe sem que o seu verdadeiro objecto, útil, utilitarista e prático [de felicidade], lhe seja claramente dado: "Todos querem ser felizes, mas nem todos procuram viver do único modo que permite viver feliz" através do amor a Deus: "quem sabe amar-se, ama a Deus".

Kant pegou nesta ideia de Santo Agostinho e desenvolveu-a com requinte.

1. O desejo humano em relação aos objectos do mundo (o tal "direito à felicidade" que implica uma conduta interessada) não é compatível com a ética e com a moral, a não ser por puro acidente - se for uma motivação sensível (o desejo) a comandar o estabelecimento de uma norma (lei positiva ou regra moral), então qualquer mudança no objecto de desejo e de satisfação implica ipso facto uma reviravolta da conduta.

2. O "direito à felicidade" não se pode traduzir em uma lei prática ou regra moral. A ideia que cada ser humano tem de "felicidade" é uma ideia absoluta - que satisfaz em sumo grau o máximo de inclinações no decurso de uma duração indeterminada. Porém, o que acontece na realidade concreta, é que a experiência humana da satisfação das inclinações individuais, é fragmentária, contingente e parcial. Logo, existe uma contradição entre a exigência de felicidade, por um lado, e a experiência humana concreta relativamente ao conhecimento dos elementos que a produzem, por outro lado. Ou seja: para que o homem pudesse ser feliz, teria que ter ao seu dispor exactamente o oposto do conhecimento empírico e contingente dos meios para satisfazer a exigência de felicidade: o ser humano teria, neste caso, que ser Deus - o que é uma impossibilidade objectiva.

Os homens querem ser felizes, mas não sabem exactamente o que querem para ser felizes - Kant corrobora Santo Agostinho -, exigência que apenas a religião, mesmo nos limites da razão, pode satisfazer.

Uma vez que a ética deve ser universal (a ética é para todos), e que o direito não deve reduzir a norma ao facto, o "direito à felicidade" de cada um não pode fundamentar uma regra moral (ou parte dela) nem uma lei positiva. O "direito à felicidade" é um ideal de imaginação (de cada indivíduo), e não um ideal da razão. O "direito à felicidade da sociedade" é uma ficção. Uma regra moral é apenas objectivamente válida na ordem prática - da mesma forma que uma lei positiva é válida na ordem teórica - na medida em que uma regra moral se impõe sem condições contingentes e subjectivas (ou seja, uma regra moral, sendo universal, não pode depender da experiência isolada, das ficções e dos ideias de imaginação dos indivíduos).

O que está a acontecer na sociedade europeia (e não só) é uma tentativa de destruição do Estado de Direito através da pulverização das normas legais, reduzindo-as aos factos. E é sobretudo uma tentativa de destruição da ética através de uma atomização da sociedade, traduzida na recusa da universalidade da ética sob pretexto de que "cada indivíduo tem o direito" de ver o seu "direito à felicidade" traduzido nas regras morais, transformando a ética exactamente no seu contrário. E quem está por detrás desta tentativa da destruição do direito e da ética, são os promotores dos novos totalitarismos que se anunciam.

Primeiro, o movimento revolucionário mais radical atomiza a sociedade; depois, com o pretexto de unir a sociedade, impõe um totalitarismo. É uma política de terra queimada em que o "direito à felicidade" é apenas um slogan dos mais sórdidos e perversos.


Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/conservadorismo/12258-a-felicidade-a-etica-e-ondireito.html

Apoio: http://luis-cavalcante.blogspot.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!


O Mackenzie vem oferecendo há vários anos congressos internacionais de grande porte onde são tratados temas relevantes para a comunidade acadêmica e para o público em geral. Nestes congressos procura-se abordar os assuntos do ponto de vista da confessionalidade cristã reformada do Mackenzie em diálogo com outros olhares e entendimentos.

Este Congresso sobre Psicologia e Cristianismo segue esta linha de abordagem. Os principais palestrantes, Dr. David Powlison e Dr. Eric Johnson, são doutores formados em universidades seculares na área de psicologia, e tratarão do tema do ponto de vista cristão. Outros palestrantes, igualmente preparados, lançarão um olhar secular e crítico sobre esta relação entre fé e psicologia.

É um momento inédito, em que uma Universidade de grande porte e renome encara o assunto Psicologia e Cristianismo pelo viés cristão sem perder o diálogo com outras abordagens do tema.

As inscrições já estão abertas. CLIQUE AQUI para se inscrever e para mais informações.

As palestras serão transmitidas ao vivo pela internet e ficarão disponíveis para download gratuito após o evento.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2011/07/abriram-as-inscricoes-para-o-congresso.html
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Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

Apoio:

FRENTE BÍBLICA E POLÍTICA DE UNIDADE de Cristãos, Reformados, Calvinistas, Puritanos, Evangélicos, Teonomistas e Pentecostais para Orientação e Organização Política e Estabelecimento da Moral nas Eleições de 2012 e 2014 no Estado de São Paulo.
http://educacaoeculturareformada.blogspot.com/2011/07/frente-biblica-e-politica-de-unidade.html

Os dez maiores mitos sobre homossexualidade

Os dez maiores mitos sobre homossexualidade



Clique no link abaixo para acessar a matéria:
http://intoleranciahomossexual.blogspot.com/2011/07/os-dez-maiores-mitos-sobre.html

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Batalha Moral: Os desafios da igreja diante do movimento gay

Batalha Moral: Os desafios da igreja diante do movimento gay



Revista Apologética Cristã traz artigo de Julio Severo



Revista Apologética Cristã traz artigo de Julio Severo

A revista Apologética Cristã deste mês é uma edição especial sobre homossexualismo. Há vários artigos de diferentes especialistas. Um dos artigos é de minha autoria e trata do imperialismo homossexual.
Para fazer a assinatura, siga este link: www.revistaapologetica.com.br